Mar Mar meu amigo e companheiro
da minha labuta
Do sol, da chuva, do vento e do tempo
e de mais alento
São segundos, minutos, horas, dias e eu ao relento
Trevas, escuridão, luz e aurora
E assim meus olhos choram
E tudo passa
Mas quando o coração não deixa
E ali fica algo que nos devora
E naquela praia deixa
E tu meu amigo, meu companheiro
abafas-me com o teu cheiro
tão delicioso e matreiro
mergulhas-me no teu seio
e é isso que eu tanto anseio
O teu corpo frio e ondulante
e ás vezes arrepiante
que não tem principio nem fim
e chamas sempre tu por mim
ouves a minha alma
e eu sussurro
mas perdoa-me amigo
se me deito contigo
É porque em ti confio
no teu corpo sem fim
mar meu amigo e companheiro
da minha labuta
e desta luta
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