quarta-feira, 15 de maio de 2013

mar



Mar 

Mar meu amigo e companheiro 
da minha labuta

Do sol, da chuva, do vento e do tempo
e de mais alento

São segundos, minutos, horas, dias e eu ao relento


Trevas, escuridão, luz e aurora
E assim meus olhos choram


E tudo passa


Mas quando o coração não deixa
E ali fica algo que nos devora
E naquela praia deixa


E tu meu amigo, meu companheiro
abafas-me com o teu cheiro

tão delicioso e matreiro
mergulhas-me no teu seio
e é isso que eu tanto anseio


O teu corpo frio e ondulante
e ás vezes arrepiante
que não tem principio nem fim
e chamas sempre tu por mim
ouves a minha alma
e eu sussurro

na tua até ao confim


mas perdoa-me amigo
se me deito contigo
É porque em ti confio
no teu corpo sem fim
mar meu amigo e companheiro
da minha labuta
e desta luta

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