Adeus Amor
Gostava às vezes ser ave mas só às vezes. Para poder voar nos dias mais quentes entre as casinhas das aldeias próximas do mar e nos dias mais frios aconchegar-me nos beirais dos telhados a escutar o lamento do vento.
Como gostava de voar para poisar numa árvore aqui e acolá, depenicar uma flor atrevida e beijar os teus lábios carnudos e depois sobrevoar o mar e sentir o quentinho das tardes de Verão.
Ser ave e matreiro para ouvir as conversas e as tertúlias das pessoas, como ouvir os seus segredos e confissões, escutar o sonho dos sonhadores, a coragem dos valentes, a renúncia dos corajosos, o lamento dos afortunados, o remorso do consciencioso, o chorar dos arrependidos, a tristeza dos aflitos, a derrota dos bravos, a vitória dos fracassados, as confissões dos apaixonados e o adeus dos enamorados.
Ouvir todos eles para depois esquecer e tornar a voar sobre o imenso mar azul e entretanto voltar para o aconchego do lar cheia de boas vibrações, sentido o âmago da vida no seu melhor e debicar o teu nariz e acordar-te sussurrando ao teu ouvido o que escutei e dizer-te que foi apenas um sonho onde eu tinha asas e que todos os seres humanos são iguais nas suas diferenças e que a vida obriga-os a contornar muitos obstáculos numa luta incansável e nem sempre conseguem numa primeira vez ladear todas as barreiras.
E quando adormeceres as minhas asas voltam a ganhar vida e fujo pela janela voando em direção á vida e sem destino, sem saber se é um adeus ou um até breve e murmurando:
- Adeus amor
Gostava às vezes ser ave mas só às vezes. Para poder voar nos dias mais quentes entre as casinhas das aldeias próximas do mar e nos dias mais frios aconchegar-me nos beirais dos telhados a escutar o lamento do vento.
Como gostava de voar para poisar numa árvore aqui e acolá, depenicar uma flor atrevida e beijar os teus lábios carnudos e depois sobrevoar o mar e sentir o quentinho das tardes de Verão.
Ser ave e matreiro para ouvir as conversas e as tertúlias das pessoas, como ouvir os seus segredos e confissões, escutar o sonho dos sonhadores, a coragem dos valentes, a renúncia dos corajosos, o lamento dos afortunados, o remorso do consciencioso, o chorar dos arrependidos, a tristeza dos aflitos, a derrota dos bravos, a vitória dos fracassados, as confissões dos apaixonados e o adeus dos enamorados.
Ouvir todos eles para depois esquecer e tornar a voar sobre o imenso mar azul e entretanto voltar para o aconchego do lar cheia de boas vibrações, sentido o âmago da vida no seu melhor e debicar o teu nariz e acordar-te sussurrando ao teu ouvido o que escutei e dizer-te que foi apenas um sonho onde eu tinha asas e que todos os seres humanos são iguais nas suas diferenças e que a vida obriga-os a contornar muitos obstáculos numa luta incansável e nem sempre conseguem numa primeira vez ladear todas as barreiras.
E quando adormeceres as minhas asas voltam a ganhar vida e fujo pela janela voando em direção á vida e sem destino, sem saber se é um adeus ou um até breve e murmurando:
- Adeus amor

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