Eu sou um viajante.
Conheço-me desde sempre. Não sei o que é o " Ontem " o " Hoje " e o "Amanhã ". Mas sei que vocês dependem completamente dessa norma. É assim que vocês vivem. . O meu mundo não é o vosso. Vivo noutro paradigma. Para mim os dias e as noites não existem eu vivo de momentos, de segundos e de instantes. O meu objectivo é observar, questionar sobre tudo e sobre todos. O meu objecto de estudo é o Ser, a sua essência ou o seu âmago .
Nas minhas eternas viagens em determinadas circunstâncias tenho que parar, observar e questionar. Para mim são instantes fugidios mas longos para vós.
Conheço-me desde sempre. Não sei o que é o " Ontem " o " Hoje " e o "Amanhã ". Mas sei que vocês dependem completamente dessa norma. É assim que vocês vivem. . O meu mundo não é o vosso. Vivo noutro paradigma. Para mim os dias e as noites não existem eu vivo de momentos, de segundos e de instantes. O meu objectivo é observar, questionar sobre tudo e sobre todos. O meu objecto de estudo é o Ser, a sua essência ou o seu âmago .
Nas minhas eternas viagens em determinadas circunstâncias tenho que parar, observar e questionar. Para mim são instantes fugidios mas longos para vós.
Vou contar-vos alguns desses instantes.
Numa terra triste, despovoada e fria encontrei um menino que brincava com umas tábuas de madeira e estava muito mal agasalhado e todo sujo. Aproximei-me dele e perguntei-lhe:
- Tens frio ?
E ele respondeu:
- Não.
Olhou para mim fixamente e respondeu de novo:
- Tenho frio.
Então tirei uma das minhas vestes e cobri aquele corpo pequenino e franzino.
E perguntei-lhe:
- Estás sozinho ?E ele respondeu:
- Não.
Olhou para mim fixamente e respondeu de novo:
- Tenho frio.
Então tirei uma das minhas vestes e cobri aquele corpo pequenino e franzino.
E perguntei-lhe:
- Sim. Respondeu o menino.
Olhei ao nosso redor e vi casas muito velhas afastadas umas das outras apenas por uns metros. Pensei ainda ver alguém na rua mas esta estava deserta.
Perguntei-lhe pela mãe e ele melancolicamente disse que não sabia dela. E de seguida respondeu:
- Foi trabalhar.
- Que idade tens?
- Não sei. - disse ele
-Andas na escola ? Perguntei.
E ele abanou a cabecinha e disse:
- Tenho que tomar conta do meu irmão.
- Onde está ele?
- Não sei. - disse ele
-Andas na escola ? Perguntei.
E ele abanou a cabecinha e disse:
- Tenho que tomar conta do meu irmão.
- Onde está ele?
E o menino não respondeu, levantou-se repentinamente acenando com o dedo indicador para uma das casas velhas. Dirigiu-se para uma delas e eu acompanhei-o. Entrámos. A casa era estranha. Era toda ampla sem compartimentos.
Deparei de imediato com um berço de madeira muito velho próximo de uma das janelas com vidros partidos. Num dos cantos da casa tinha uma mesa e duas cadeiras muito sujas e deterioradas. Estavam pousados sobre a mesa dois copos baços e outros objectos que não consegui identificar naquele momento. Olhei para cima da minha cabeça e consegui ver as telhas da casa. Metade do tecto tinha caído. De repente ouviu-se um gemido. Alguém estava dentro do berço. Corri nessa direcção juntamente com o menino. No seu interior estava um bebé enrolado nuns cobertores sujos e gastos pelo tempo. A criança quase que desaparecia no berço e chupava sofregamente na sua própria mãozinha. O menino olhava atentamente para o irmão e de seguida correu para uma das cadeiras que se encontravam dentro da casa empoleirando-se numa delas. Esticou as pernas atirando para cima da mesa o agasalho que eu lhe dera. Abriu a porta de um armário apodrecido e tirou de lá uma garrafa transparente em vidro com um líquido branco. Pegou numa chupeta com uma forma estranha oriunda do nada e enfiou-a na garrafa.
Desceu da cadeira e aproximou-se do bebé. Tirou-o do berço. Encostou-o ao seu corpo frágil. Posicionou-o de forma a poder dar-lhe o líquido que se encontrava no interior da garrafa.
Encostou a sua cabeça ao rosto do bebé olhando-o com ternura.
Quando se lembrou da minha presença dirigiu o seu olhar na minha direcção e eu sorri para ele e saí daquela casa rapidamente.
Eu sou um viajante e a minha missão é feita destes instantes. Apenas observo e questiono.
Estava cansado e tinha que continuar. E de repente encontrava-me noutra terra. Muito distante da primeira que visitara. À minha frente estava uma bela mansão rodeada por um grande e lindíssimo jardim. Avistei ao longe um lago rodeado por exóticas estátuas de mulheres em mármore. Estas semi-nuas com vestes douradas agarradas ao próprio lago saindo pelas suas bocas pequenos peixes de cor dourada. Perto do lago um menino pontapeava uma bola. Aproximei-me da mansão e acenei para a criança. Quando ele me viu correu na minha direcção aos pulos. E então perguntei se podia entrar para brincar com ele. A resposta foi rápida e afirmativa. Acompanhei-o até ao lago onde se encontrava a bola.
- Como te chamas?
-João. Respondeu ele
Deparei de imediato com um berço de madeira muito velho próximo de uma das janelas com vidros partidos. Num dos cantos da casa tinha uma mesa e duas cadeiras muito sujas e deterioradas. Estavam pousados sobre a mesa dois copos baços e outros objectos que não consegui identificar naquele momento. Olhei para cima da minha cabeça e consegui ver as telhas da casa. Metade do tecto tinha caído. De repente ouviu-se um gemido. Alguém estava dentro do berço. Corri nessa direcção juntamente com o menino. No seu interior estava um bebé enrolado nuns cobertores sujos e gastos pelo tempo. A criança quase que desaparecia no berço e chupava sofregamente na sua própria mãozinha. O menino olhava atentamente para o irmão e de seguida correu para uma das cadeiras que se encontravam dentro da casa empoleirando-se numa delas. Esticou as pernas atirando para cima da mesa o agasalho que eu lhe dera. Abriu a porta de um armário apodrecido e tirou de lá uma garrafa transparente em vidro com um líquido branco. Pegou numa chupeta com uma forma estranha oriunda do nada e enfiou-a na garrafa.
Desceu da cadeira e aproximou-se do bebé. Tirou-o do berço. Encostou-o ao seu corpo frágil. Posicionou-o de forma a poder dar-lhe o líquido que se encontrava no interior da garrafa.
Encostou a sua cabeça ao rosto do bebé olhando-o com ternura.
Quando se lembrou da minha presença dirigiu o seu olhar na minha direcção e eu sorri para ele e saí daquela casa rapidamente.
Eu sou um viajante e a minha missão é feita destes instantes. Apenas observo e questiono.
Estava cansado e tinha que continuar. E de repente encontrava-me noutra terra. Muito distante da primeira que visitara. À minha frente estava uma bela mansão rodeada por um grande e lindíssimo jardim. Avistei ao longe um lago rodeado por exóticas estátuas de mulheres em mármore. Estas semi-nuas com vestes douradas agarradas ao próprio lago saindo pelas suas bocas pequenos peixes de cor dourada. Perto do lago um menino pontapeava uma bola. Aproximei-me da mansão e acenei para a criança. Quando ele me viu correu na minha direcção aos pulos. E então perguntei se podia entrar para brincar com ele. A resposta foi rápida e afirmativa. Acompanhei-o até ao lago onde se encontrava a bola.
- Como te chamas?
-João. Respondeu ele
- Tens irmãos ?
- Não. Disse ele.
-E amigos ? Perguntei.
- Sim. Respondeu.
-Onde estão eles ?
- Em casa.
Eles brincam contigo muitas vezes ?
- Algumas vezes, nas férias quando os meus pais estão em casa.
-Onde estão os teus pais ?
- Estão a trabalhar. Respondeu a criança
E brincam muito contigo. Afirmei.
- Quando chegam eu estou a dormir. Ás vezes brincam no Natal. Respondeu num tom sério e triste.
- Apenas no Natal ? Interroguei admirado.
- Porquê só no Natal ? Perguntei.
- O meu pai viaja muito e a minha mãe está sempre cansada porque tem muito trabalho.
- Vives aqui nesta casa tão grande? Vives sozinho ? Questionei desconfiado.
- Vivo com a mamã Ana. Afirmou o menino
-Vem comigo conhecer a mamã Ana.
Deu-me a mão para o seguir. Entramos na enorme mansão. Caminhei apressadamente para não me perder. Depois de percorrer várias e grandes divisões finalmente chegamos à cozinha. Os tectos eram altos. Os candeeiros compridos. Uma grande lareira toda em pedra erguia-se majestosamente num dos cantos desta divisão. Panelas e tachos dourados encontravam-se dependurados harmoniosamente ocupando uma parede inteira. Uma grande mesa em madeira maciça encontrava-se no centro da cozinha. Pousada sobre ela estava um grande pote revestido em ouro. Depois de observar tudo isto muito rapidamente vejo a mamã Ana atarefada à volta de um grande fogão em ferro dourado. O menino chama por ela.
- Mamã Ana vem brincar comigo.
- Não posso Joãozinho - gritou ofegante, esbaforida.
E o rosto do menino murchou. Olhou para mim e correu até ao jardim e continuando a pontapear a bola.
Segui os seus gestos e desapareci.
Eu sou um viajante e a minha missão é feita destes instantes. Apenas observo e questiono.
E subitamente vi-me rodeado de crianças. Estava numa escola. Alguns meninos brincavam.Uns esmurravam-se mutuamente, outros conversavam e outros subiam pelas árvores acima como desciam. Ouvia-se gritos, risos, choros, grandes gargalhadas e tantas outras coisas.
- Algumas vezes, nas férias quando os meus pais estão em casa.
-Onde estão os teus pais ?
- Estão a trabalhar. Respondeu a criança
E brincam muito contigo. Afirmei.
- Quando chegam eu estou a dormir. Ás vezes brincam no Natal. Respondeu num tom sério e triste.
- Apenas no Natal ? Interroguei admirado.
- Porquê só no Natal ? Perguntei.
- O meu pai viaja muito e a minha mãe está sempre cansada porque tem muito trabalho.
- Vives aqui nesta casa tão grande? Vives sozinho ? Questionei desconfiado.
- Vivo com a mamã Ana. Afirmou o menino
-Vem comigo conhecer a mamã Ana.
Deu-me a mão para o seguir. Entramos na enorme mansão. Caminhei apressadamente para não me perder. Depois de percorrer várias e grandes divisões finalmente chegamos à cozinha. Os tectos eram altos. Os candeeiros compridos. Uma grande lareira toda em pedra erguia-se majestosamente num dos cantos desta divisão. Panelas e tachos dourados encontravam-se dependurados harmoniosamente ocupando uma parede inteira. Uma grande mesa em madeira maciça encontrava-se no centro da cozinha. Pousada sobre ela estava um grande pote revestido em ouro. Depois de observar tudo isto muito rapidamente vejo a mamã Ana atarefada à volta de um grande fogão em ferro dourado. O menino chama por ela.
- Mamã Ana vem brincar comigo.
- Não posso Joãozinho - gritou ofegante, esbaforida.
E o rosto do menino murchou. Olhou para mim e correu até ao jardim e continuando a pontapear a bola.
Segui os seus gestos e desapareci.
Eu sou um viajante e a minha missão é feita destes instantes. Apenas observo e questiono.
E subitamente vi-me rodeado de crianças. Estava numa escola. Alguns meninos brincavam.Uns esmurravam-se mutuamente, outros conversavam e outros subiam pelas árvores acima como desciam. Ouvia-se gritos, risos, choros, grandes gargalhadas e tantas outras coisas.
Longe deste reboliço estava um menino perto de um sobreiro a brincar sozinho. Dirigi-me a ele e cumprimentei-o.
- Olá. Estás a brincar ?
- Olá. - Respondeu ele.
- Estás a brincar ou a estudar ? - Perguntei novamente.
- Estou a brincar a nada. - Respondeu.
- A nada ? Posso brincar a nada contigo ? - retorqui.
- Podes. - disse o menino olhando muito sério e admirado para mim.
- Queres ir chamar os teus amigos para brincarem também?
- Não tenho amigos. Disse ele tristemente.
- Não tens amigos ? Não acredito. - Resmunguei baixinho para ele.
- Eles não gostam de mim. Chamam-me gordo. - Comentou o menino ressentido.
- Além de seres gordo tens outras qualidades. - Afirmei com força.
- Qualidades ? - perguntou o menino.
- Eu vou te explicar: sabes brincar com jogos? Representar ? Fazer teatro, por exemplo ? Cantar? Jogar basquetebol ? Jogar ás escondidas ? Ás palavras cruzadas ? Gostas de ler histórias ? Há muitas coisas ou alguma em especial que gostas de fazer ?
- Gosto de palavras cruzadas e gosto de fazer de pai Natal.- Respondeu o menino todo contente.
-Então vais tentar mostrar as tuas habilidades aos teus colegas. Quando chegar a época Natalícia porque não tentas fazer de pai Natal ? Ele também é gordo e as crianças gostam muito dele não achas ?
O menino sorriu muito e fugiu dali a correr até se misturar entre os colegas.
E eu também desapareci.
Eu sou um viajante e a minha missão é feita destes instantes. Apenas observo e questiono.
Três crianças brincavam à beira mar. Os pais estavam sentados muito próximo delas. Um deles levantou-se e acariciou o mais pequenino limpando-lhe as mãos cheias de areia. A seguir beijou os outros dois. Sentou-se novamente e gesticulando com as mãos proibiu-os de irem para o mar.
Uma das crianças viu-me e veio ao meu encontro. Um dos pais chamou-o:
- Pedrinho não te afaste dos teus irmãos. Não te quero ver sozinho.
E o menino respondeu:
- Não vês que estou com uma pomba ?
- Que pomba Pedrinho ? Não inventes histórias - resmungou a mãe.
O Pedrinho viu uma pomba, os outros não sei o que viram. Eu sou um viajante e vivo destes instantes.
O menino aproximou-se de mim e perguntou-me.
- Queres brincar comigo ? Os teus amigos ? Porque estás sozinho ?
Não consegui responder. E desapareci enquanto ele corria para junto dos pais e irmãos.
Sentia-me fatigado de tantas emoções. Alegrias e tristezas e outros tantos sentimentos. Há uma infinidade de histórias como estas que vos contei. Todas iguais e todas diferentes. Todavia todas giram à volta do amor, do ódio, do preconceito, enfim do ser humano.
- Olá. Estás a brincar ?
- Olá. - Respondeu ele.
- Estás a brincar ou a estudar ? - Perguntei novamente.
- Estou a brincar a nada. - Respondeu.
- A nada ? Posso brincar a nada contigo ? - retorqui.
- Podes. - disse o menino olhando muito sério e admirado para mim.
- Queres ir chamar os teus amigos para brincarem também?
- Não tenho amigos. Disse ele tristemente.
- Não tens amigos ? Não acredito. - Resmunguei baixinho para ele.
- Eles não gostam de mim. Chamam-me gordo. - Comentou o menino ressentido.
- Além de seres gordo tens outras qualidades. - Afirmei com força.
- Qualidades ? - perguntou o menino.
- Eu vou te explicar: sabes brincar com jogos? Representar ? Fazer teatro, por exemplo ? Cantar? Jogar basquetebol ? Jogar ás escondidas ? Ás palavras cruzadas ? Gostas de ler histórias ? Há muitas coisas ou alguma em especial que gostas de fazer ?
- Gosto de palavras cruzadas e gosto de fazer de pai Natal.- Respondeu o menino todo contente.
-Então vais tentar mostrar as tuas habilidades aos teus colegas. Quando chegar a época Natalícia porque não tentas fazer de pai Natal ? Ele também é gordo e as crianças gostam muito dele não achas ?
O menino sorriu muito e fugiu dali a correr até se misturar entre os colegas.
E eu também desapareci.
Eu sou um viajante e a minha missão é feita destes instantes. Apenas observo e questiono.
Três crianças brincavam à beira mar. Os pais estavam sentados muito próximo delas. Um deles levantou-se e acariciou o mais pequenino limpando-lhe as mãos cheias de areia. A seguir beijou os outros dois. Sentou-se novamente e gesticulando com as mãos proibiu-os de irem para o mar.
Uma das crianças viu-me e veio ao meu encontro. Um dos pais chamou-o:
- Pedrinho não te afaste dos teus irmãos. Não te quero ver sozinho.
E o menino respondeu:
- Não vês que estou com uma pomba ?
- Que pomba Pedrinho ? Não inventes histórias - resmungou a mãe.
O Pedrinho viu uma pomba, os outros não sei o que viram. Eu sou um viajante e vivo destes instantes.
O menino aproximou-se de mim e perguntou-me.
- Queres brincar comigo ? Os teus amigos ? Porque estás sozinho ?
Não consegui responder. E desapareci enquanto ele corria para junto dos pais e irmãos.
Sentia-me fatigado de tantas emoções. Alegrias e tristezas e outros tantos sentimentos. Há uma infinidade de histórias como estas que vos contei. Todas iguais e todas diferentes. Todavia todas giram à volta do amor, do ódio, do preconceito, enfim do ser humano.
Meditava eu nestas coisas que tanto vos cansa e que na maioria das vezes não vos interessa quando de repente ao olhar para o chão vejo uma página de jornal perdida. Chamara-me atenção um anúncio com letras grandes. Convidavam pessoas que quisessem escrever sobre uma determinada terra e sobre as mudanças que lá tinham ocorrido.
E eu como viajante que sou passei por essa terra. É uma das mais belas que vi. Ladeada pelo mar, com um património cultural riquíssimo. Um clima ameno e muito convidativo. Uma paisagem natural soberba. Praias de sonho, museus e fortes muito apreciados e que mais posso dizer ?
E num outro momento que por lá passei ouvi o nome "Portugal". Se houve Mudanças? Alterações ? Transformações ? Será que houve? Mudanças vejo em todas as terras por onde passo. Observo alterações paisagísticas, urbanísticas, etc. mas esse não é o meu objecto de estudo. O ser humano é o que me interessa, a sua essência, a sua alma ou o que quiserem chamar.
E por isso deixo-vos a pensar.
E em Portugal existem histórias como as minhas? Meninos tristes e sozinhos? Meninos felizes? Meninos marginalizados? Meninos amados?
Eu sou um viajante que só observo e questiono. E estas histórias não mudam continuam sempre iguais em qualquer terra em qualquer parte do mundo. Sou um viajante solitário vivo num paradigma diferente. Gostava de poder falar muito mais da vossa linda terra mas eu só passei por lá num instante e por um momento...
E eu como viajante que sou passei por essa terra. É uma das mais belas que vi. Ladeada pelo mar, com um património cultural riquíssimo. Um clima ameno e muito convidativo. Uma paisagem natural soberba. Praias de sonho, museus e fortes muito apreciados e que mais posso dizer ?
E num outro momento que por lá passei ouvi o nome "Portugal". Se houve Mudanças? Alterações ? Transformações ? Será que houve? Mudanças vejo em todas as terras por onde passo. Observo alterações paisagísticas, urbanísticas, etc. mas esse não é o meu objecto de estudo. O ser humano é o que me interessa, a sua essência, a sua alma ou o que quiserem chamar.
E por isso deixo-vos a pensar.
E em Portugal existem histórias como as minhas? Meninos tristes e sozinhos? Meninos felizes? Meninos marginalizados? Meninos amados?
Eu sou um viajante que só observo e questiono. E estas histórias não mudam continuam sempre iguais em qualquer terra em qualquer parte do mundo. Sou um viajante solitário vivo num paradigma diferente. Gostava de poder falar muito mais da vossa linda terra mas eu só passei por lá num instante e por um momento...