Portugal, Norte do País - 1973
Num pequeno lugarejo próxima da Cidade do Porto a vida decorria lentamente.
Num pequeno lugarejo próxima da Cidade do Porto a vida decorria lentamente.
A Dª Joaquina andava na sua labuta habitual. Naquele dia vestia uma saia e blusa preta. Usava o cabelo curto de cor castanho-claro. Ainda era uma mulher bonita. Os seus olhos azuis e muito vivos destacavam-se ou distinguiam-se da sua indumentária. O seu rosto mostrava algum cansaço. Sinais de uma vida difícil
Com um andar decidido, ela e a sua filha quase adolescente entraram na única loja de roupas que existia naquela Aldeia.
Pediu 3 metros de tecido para fazer uma saia resmungando para a Dona da loja:
- Mostra-me por favor uns tecidos bonitos. É para a minha filha. Pago-te em duas vezes, não te fico a dever nada.
A proprietária da Loja foi buscar os tecidos sem dizer uma palavra. Era uma Senhora alta de cabelo louro . Trazia vestido uma saia e camisola de malha azul escuro.
Como adorno tinha pendurado ao pescoço um colar de pérolas. Calçava uns sapatos de salto médio de cor bege. Tinha um porte elegante e nunca sorria.
Demorou pouco tempo a trazer os tecidos e pousou-os sobre o balcão de madeira.
Dª Joaquina olhava para eles com ar desconfiado e murmurava em tom baixo para a filha:
- Que achas filha?
E a filha baloiçava a cabeça para baixo quando os tecidos lhe agradavam, caso contrário mostrava à mãe o seu desagrado com uma careta.
Na maioria das vezes a rapariga fazia uma cara feia e Dª Joaquina voltava a chamar a Dona da Loja:
- Dulce - a minha filha não gostou dos tecidos. Mostra-me por favor outros tecidos. Estes têm um estampado para pessoas da minha idade.
E repetia novamente:
- Não te fico a dever nada. Eu pago o tecido.
A Dª Joaquina enquanto falava olhava de esguelha para outra cliente que tinha em seu poder tecidos de qualidade superior aos que tinha visto.
Entretanto a Dª Dulce sem sorrir trazia mais tecidos. E repetia-se tudo de novo.
A filha da Dª Joaquina continuava a mostrar cara feia.
A mãe da rapariga não era parva. Havia clientes e clientes. A Loja fiava a todos mas existia hierarquias.
Chateada com a filha e com a Dª Dulce mas principalmente com a própria vida saía da loja sem qualquer tecido. Agarrou a filha pela mão e disse:
- Tu és esquisita. Só gostas do que é caro e bom.
A filha sorriu.A mãe abraçou-a.E prometeu-lhe:
- Não fiques triste. Para o próximo mês já tenho dinheiro e vamos à cidade. Não faltam tecidos bonitos e baratos.
As duas muito agarradas e cúmplices foram caminhando em direcção à Igreja da Aldeia.
Com um andar decidido, ela e a sua filha quase adolescente entraram na única loja de roupas que existia naquela Aldeia.
Pediu 3 metros de tecido para fazer uma saia resmungando para a Dona da loja:
- Mostra-me por favor uns tecidos bonitos. É para a minha filha. Pago-te em duas vezes, não te fico a dever nada.
A proprietária da Loja foi buscar os tecidos sem dizer uma palavra. Era uma Senhora alta de cabelo louro . Trazia vestido uma saia e camisola de malha azul escuro.
Como adorno tinha pendurado ao pescoço um colar de pérolas. Calçava uns sapatos de salto médio de cor bege. Tinha um porte elegante e nunca sorria.
Demorou pouco tempo a trazer os tecidos e pousou-os sobre o balcão de madeira.
Dª Joaquina olhava para eles com ar desconfiado e murmurava em tom baixo para a filha:
- Que achas filha?
E a filha baloiçava a cabeça para baixo quando os tecidos lhe agradavam, caso contrário mostrava à mãe o seu desagrado com uma careta.
Na maioria das vezes a rapariga fazia uma cara feia e Dª Joaquina voltava a chamar a Dona da Loja:
- Dulce - a minha filha não gostou dos tecidos. Mostra-me por favor outros tecidos. Estes têm um estampado para pessoas da minha idade.
E repetia novamente:
- Não te fico a dever nada. Eu pago o tecido.
A Dª Joaquina enquanto falava olhava de esguelha para outra cliente que tinha em seu poder tecidos de qualidade superior aos que tinha visto.
Entretanto a Dª Dulce sem sorrir trazia mais tecidos. E repetia-se tudo de novo.
A filha da Dª Joaquina continuava a mostrar cara feia.
A mãe da rapariga não era parva. Havia clientes e clientes. A Loja fiava a todos mas existia hierarquias.
Chateada com a filha e com a Dª Dulce mas principalmente com a própria vida saía da loja sem qualquer tecido. Agarrou a filha pela mão e disse:
- Tu és esquisita. Só gostas do que é caro e bom.
A filha sorriu.A mãe abraçou-a.E prometeu-lhe:
- Não fiques triste. Para o próximo mês já tenho dinheiro e vamos à cidade. Não faltam tecidos bonitos e baratos.
As duas muito agarradas e cúmplices foram caminhando em direcção à Igreja da Aldeia.
Sem comentários:
Enviar um comentário